A tristeza dos líderes

A tristeza dos líderes

Ao longo dos mais de 20 anos de jornada profissional, observo e percebo a mudança de vários profissionais quando assumem cargos de liderança.

Muitas vezes aquele profissional leve, divertido e bem-humorado pode se transformar em um líder sisudo, rígido e inflexível.

Me pergunto o porquê esta mudança de comportamento acontece. Por que tantos profissionais perdem a sua vitalidade e espontaneidade quando assumem cargos de liderança.

Entendo que com o aumento de responsabilidade, cobrança, pressão e os mais diversos problemas para resolver tiram qualquer um da sua mais pura essência.

Mas, a pergunta que não quer calar é:

Precisa ser assim? Os lideres precisam se blindar, se tornarem indestrutíveis e invulneráveis para liderar com efetividade?

Já observei culturas empresariais que até valorizam este tipo de postura mais séria e formal.

Em termos do engajamento dos liderados, do compromisso com os resultados e foco na solução dos problemas, no que esta postura rígida adianta?

Já percebemos que líderes exponenciais tem a humanidade como um dos pilares do seu desenvolvimento. Além de pensarem em estratégia, inovação, desenvolvimento de novas soluções, ele valoriza o autoconhecimento e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.

Por isso líderes formais e situacionais, líderes do presente e do futuro, se permitam vulnerabilizar, falar que não sabem alguma questão, busquem o autoconhecimento e a melhoria da sua gestão emocional.

E principalmente, não parem de sorrir. Não deixem o peso das responsabilidades tirar a leveza e a gentileza nas relações. Resultados sustentáveis só se geram através das pessoas.

Valorize as relações. Relacionamentos geram confiança e confiança gera resultados.

Aho!

Alinne Ferreira