Quando o medo vem

Quando o medo vem

Sempre morou uma dualidade dentro de mim: ser extremamente corajosa para algumas coisas e sentir muito medo para outras.

Não tenho medo de fazer uma tirolesa de 380 metros, não tenho medo de fazer rafting em um rio de corredeiras sinistras, não tenho medo de acampar, não tenho medo de falar em público.

Mas, toda vez que tenho que me vejo a postos para entregar a minha mensagem, expor a minha opinião e o impacto do meu trabalho na vida das pessoas, confesso que minhas pernas tremem, sinto nó no peito e estômago apertado.

Acho que todo mundo se sente assim em vários momentos da vida, não é mesmo? Entendo que o medo é um sinal de alerta e ele só quer nos proteger. O que temos que tomar cuidado é para não deixar que ele nos paralise, nos deixe inertes e acuados como se não tivéssemos opção de sair desta cilada que a nossa mente apresenta.

Eu costumo falar que temos que acolher o medo. Ter uma conversa séria com ele, entende? rsrs! Eu sempre digo para o meu: Fica tranquilo, está tudo certo, eu sei que você está aí e nos vamos fazer o que ter que ser feito juntos, ok? Na maioria das vezes ele me escuta quietinho, vem comigo, mas a partir do momento em que me coloco em ação, o medo vai saindo de mim, me deixando mais a vontade.

Reforço um conselho mais batido dos últimos tempos: Se der medo, vai com medo mesmo!

Sorria sempre e se coloque em ação, pois, o nosso amigo medo morre de medo da ação.

Gratidão e lindo dia.

Alinne Ferreira

P.S: A letra linda do cartão é do calígrafo Fábio Maca.